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  Del Grande debate reforma tributária no Canal Rural
29 de Janeiro de 2009

 
O presidente da Ocesp, Edivaldo Del Grande, foi um dos entrevistados do programa Pergunta Brasil, do Canal Rural, nesta quarta-feira, 28/01. O programa também contou com as presenças do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho, e do advogado tributarista Celso Bernardon. Em pauta, a seguinte questão: "A proposta de redução progressiva da carga tributária beneficia o agronegócio?". Além de discutir os efeitos de uma possível reorganização dos tributos no País, o presidente da Ocesp teve a oportunidade de falar sobre o cooperativismo e chamar a atenção para a escassez de capital de giro no campo, e suas conseqüências socioeconômicas.
 
Del Grande salientou que a agricultura brasileira é, provavelmente, a que mais paga tributos no mundo, ao lado da Nova Zelândia. "Apesar disso, conseguimos bater recordes a cada ano e competir com países que garantem grandes subsídios a sua agricultura. Quando tivermos uma reforma tributária e uma desoneração da produção, produziremos alimentos mais baratos, fato que beneficiará toda a população, especialmente os mais pobres", observou o presidente da Ocesp.
 
Ao falar sobre o cooperativismo, Del Grande ressaltou que os empreendimentos cooperativos do ramo agropecuário são formados, em sua maioria, por pequenos e micro produtores, que estão à mercê das crises cíclicas e enfrentam dificuldades para seguir produzindo. "Falta uma política agrícola bem planejada, com medidas estruturais que proporcionem rendimento para quem produz", disse.
 
O presidente da Ocesp também falou sobre a escassez de crédito para a agricultura, que terá conseqüências drásticas se não houver uma intervenção por parte do governo. "As cooperativas, por exemplo, estão sem capital de giro e os impactos disso serão muito sérios. O dinheiro para a produção sumiu; as torneiras das tradings e bancos comerciais estão fechadas para o produtor. O governo precisa agir de maneira rápida e precisa, pois a agricultura é uma atividade sensível, que não pode esperar", frisou.
 
Preocupação – Cesário Ramalho também analisou a excessiva tributação do campo, e ressaltou que o cenário é preocupante. "Com essa crise internacional, nossa agricultura provavelmente enfrentará o protecionismo de muitos países, como EUA, principais produtores da Europa e mesmo da China, já que milhões de chineses estão retornando ao campo neste momento. Para enfrentar esse quadro, nossa agricultura precisa de grandes ajustes por parte do governo e uma reformulação na tributação é mais que necessária", disse o presidente da SRB.
       
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